terça-feira, 11 de outubro de 2011

NASCENTE

Onde brilha o sol, eu sou o arrebol!
Com os sonhos renascem a esperança perdida
E com a fé dividida se renova a luta.
Onde o povo escuta é um grito de alerta
Quando a porta é aberta qual botão de uma flor,
É a água que brota de uma fonte de amor.

No sertão eu nasci caatingando o presente,
Neste solo ardente sentimentos que afloram
E entre a fauna e a flora...Natureza coitada!
Sou a sorte esperada neste mesmo abandono
Sofre o medo e o engano, a criança isolada,
E o abraço no mundo...liberdade tem dono?

O lamento só ecoa na garganta de humanos
O menino que chora essa dor derradeira,
Quase a hora primeira no destino de outros.
É o presságio escondido desse pouco que resta
Uma luz que se mostra no horizonte distante,
Essa fresta de sonhos e o brilho constante.

Nos mistérios da noite, no renascer de outro dia
Alegria e esperança no aguardo da sorte;
No nascente ou no norte, chega logo ou tardia.
Hoje sinto na alma sentimentos de outrora
Escrevendo a história deste fado perfeito,
Sertanejo no sangue; deste fato...a outros feitos.

Clodair Eduão - Koló Farias.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

EM TEMPO

É a vida que passa
Se amam na praça,
Como dois animais.
É a força da raça
É a vida em trapaça,
Com os outros casais.

É o mago na rua
Vocês e a lua,
Um poema e o mar.
É a vida que passa
É o povo é a massa,
É o desejo no olhar.

É o home com pressa
Quem anda sem essa?
É a vida que passa.
É o palhaço sem graça
É na força e na raça,
É o tempo que passa.

É o vento na mata
É a fé que arrebata,
É o nó da gravata.
É o mato queimado
É o peito rasgado,
É a dor que te mata.

Clodair Eduão - Koló Farias.

Em Quantos: 80 anos

Em Quantos: 80 anos: Meu pai fez 80 anos. Quando nasci, ele tinha cem por cento da idade dele. E eu tinha um pequeno índice da minha idade. Ele tinha 45. Quand...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A RESPOSTA


Por que chora esse rio
Salpicando no seu leito?
Por que enfrenta o desafio
Igual a criança sem o peito?
O que pensa o pescador,
Se o anzol não traz o peixe?
A quem clamam essas águas,
E a que mar... esse desfecho?
Há quem lembre da nascente...
só um risco lá na serra.
No ocaso o que avisto
É o sol que além decerra.
No horizonte distante
E aquí, o que se faz?
O poeta e a busca
E o seu olhar constante.
Uma história sem anais,
A margem é quem te mostra.
E no futuro da era,
Só um banco de areia.
E o lamento que ecoa,
Só o vento aqui passeia.
E o barco na encosta,
Qual a canoa sem remo;
Vem de lá!... Será a resposta?

Clodair Eduão - Koló Farias.