Onde brilha o sol, eu sou o arrebol!
Com os sonhos renascem a esperança perdida
E com a fé dividida se renova a luta.
Onde o povo escuta é um grito de alerta
Quando a porta é aberta qual botão de uma flor,
É a água que brota de uma fonte de amor.
No sertão eu nasci caatingando o presente,
Neste solo ardente sentimentos que afloram
E entre a fauna e a flora...Natureza coitada!
Sou a sorte esperada neste mesmo abandono
Sofre o medo e o engano, a criança isolada,
E o abraço no mundo...liberdade tem dono?
O lamento só ecoa na garganta de humanos
O menino que chora essa dor derradeira,
Quase a hora primeira no destino de outros.
É o presságio escondido desse pouco que resta
Uma luz que se mostra no horizonte distante,
Essa fresta de sonhos e o brilho constante.
Nos mistérios da noite, no renascer de outro dia
Alegria e esperança no aguardo da sorte;
No nascente ou no norte, chega logo ou tardia.
Hoje sinto na alma sentimentos de outrora
Escrevendo a história deste fado perfeito,
Sertanejo no sangue; deste fato...a outros feitos.
Clodair Eduão - Koló Farias.
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